Encontros com
Einstein
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Estava no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, de saída para o interior, quando os jornais trouxeram a notícia da morte de Einstein.
Até a chegada do avião, foi uma contínua tempestade em minha mente. Quantas lembranças! Ele tinha tido a paciência de ler alguns de meus livros e de manifestar, nas suas cartas, o seu julgamento a respeito. Pensei nesse meu grande amigo que, no século da ciência experimental, tinha ido além do telescópio e do microscópio, tendo por único laboratório o seu cérebro. Com ele o homem havia voltado a vencer no terreno do pensamento puro, na forma da lógica matemática, que é sempre lógica como aquela dos maiores pensadores, filósofos ou teólogos do mundo. E isto aconteceu em nosso mundo moderno para esclarecer a ciência positiva, demonstrando-nos que se pode chegar ao conhecimento não somente pelo caminho da observação e experimentação, mas também pelas abstrações do pensamento puro.
Além disso, Einstein lançou a idéia. da relatividade. Só ele demonstrou matematicamente que não há uma medida absoluta de tempo e espaço, porque os corpos no espaço estão em movimentos relativos uns aos outros; e este princípio veio contagiar os princípios afins e se espalhou até atingir um sentido mais universal a respeito de todos os nossos conhecimentos. A idéia, que já aparecera com Bergson, acabou fazendo, assim, admitir que não podemos conceber senão verdades relativas em evolução.
Demonstrando-nos que as leis que regem os mínimos elétrons são as mesmas que regem os sistemas planetários e galácticos, ele nos guiou à idéia da unidade do todo, unidade conclusiva e substancial por ser a matéria, nas suas próprias conclusões, apenas uma forma de energia. A sua Teoria Geral da relatividade constitui o maior triunfo da mente humana até. Hoje.

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