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AMOR
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R$ 15,00 |
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Se o amor no mundo animal é função
quase exclusivamente orgânica, no homem, enriquecido pela evolução
de novas faculdades, adquire qualidades de ordem nervosa e psíquica.
O fenômeno do amor complica-se; à função animal,
que biologicamente foi a principal, se sobrepõe, como um crescimento
ou uma incrustração, um feixe de funções novas
que transformam todo o fenômeno, tornando a sua estrutura mais completa,
e como sempre acontece na evolução, ampliam seu campo de
ação. Para maiores poderes, porém, maiores perigos,
o que os seres menos evoluídos ignoram. Observando, neste campo,
as correntes que a evolução abre dentro da massa humana,
vemos hoje a tendência no amor para aperfeiçoar-se e sensibilizar-se,
tendência que, aspirando a outra forma de superamor espiritual,
oferece, simultaneamente, o perigo de perder-se em degradação
neurótica, em erotismo sexual. A humanidade encontra-se defronte
do dilema: ou bem materializar, mais do que elevar, o amor, caindo em
formas de prazer nervoso mais intenso, porém de baixo erotismo
antivital, ou bem dominar a sua paixão e guiá-la, orientando
a evolução para as formas de amor espiritual do super-homem. Observemos, entretanto, na evolução do amor, as sucessivas aproximações do superamento realizado pelo explorador do supranormal. Esta concepção do amor divino como sentimento limítrofe, derivado, por evolução, do amor humano, dá-nos a explicação lógica da sua origem. O fenômeno psicológico, que existiu e pode existir, adquire uma base racional, de outro modo inexistente. O amor divino proveio – como em todo o fenômeno – por continuidade, do amor humano, ao qual é afim, e conseguiu, através de sucessivas provas e elevações que somente demoliram a sua parte mais involuta, aperfeiçoar-se e purificar-se. |
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Fragmentos de Pensamento e de Paixão.. |
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PIETRO
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