A NOVA MORAL
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Quanto mais o homem se civiliza, tanto mais aguda se torna a sua inteligência e aumenta a sua capacidade de penetração até às raízes do fenômeno e, consequentemente, a capacidade de dominá-lo. Assim, com o progresso da civilização, se vai sempre substituindo ao conceito de justiça positiva “a posteriori”, o de educação preventiva, primeiro e depois, corretiva do mal. Este é de fato critério que, em matéria penal, vai conquistando espaço, tentando eliminar a formação de uma dupla fila, a dos culpados passíveis de punição e a das suas vítimas, isto é, vai-se eliminando a relação entre o mal realizado e o mal recebido.
Formou-se uma nova moral alicerçada na compreensão e não no temor, na convicção das vantagens, oferecidas a todos, e não na imposição da autoridade. A vida, que é utilitária, não poderá deixar de aceitar essa moral, compreendendo a conveniência que há no conviver pacificamente, tornando leves os perigos e as fadigas da luta, o que permitirá o trabalho e a conquista de um mais alto nível evolutivo. Houve um tempo em que a moral existia em função daqueles que comandavam e que, visando à própria vantagem se faziam representantes da ordem e da justiça e constituíam a classe das pessoas honestas. Hoje, em lugar dessa moral egoísta de classe, a nova moral existe em função da utilidade coletiva. Houve um tempo em que uma pessoa valia na proporção da sua riqueza, de sua classe social, de sua posição de comando, isto é, segundo o domínio que podia usar para submeter os outros a si mesmo. Hoje se começa a apreciar o indivíduo em razão do rendimento que ele pode dar como produção e atividade em benefício de todos. É por isso que no passado se glorificava a virtude da obediência, porque se buscavam servos para subjugar e não colaboradores.

A Técnica Funcional da Lei de Deus

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